sexta-feira, 17 de setembro de 2010

Nossas aulas.

Depois de um mês ausente, voltei...
Que bom encontrar de novo a turma-da-tarde cheia de novidades.
Logo na entrada fico sabendo do sucesso de Beto no Country. Só da turma vinte pessoas na platéia. Todos adoraram as músicas, cantadas em vários idiomas. Parece até que vai ter bis. Espero estar presente na próxima.
Depois chegou Viviane toda contente pois ia dar palestras no Bndes.
A última aula de Schiller foi ótima, como sempre.
Ainda mais quando escutamos que a alma era um desdobramento do corpo e que sem este desdobrar, a vida não seria quase nada, a aula então, não existiria...
Nada seria igual se não tivéssemos ouvido o Beto cantar, se não tivéssemos palmilhado diversos espaços diferentes desde a "caverna" da Artes Claras até este espaço incrivelmente "clean", que é onde nos reunimos agora, aonde temos quadro branco, um super ar, ótimas cadeiras e a delicadeza das anfitriães . Se não houvéssemos escutado da Viviane várias histórias que nos levaram a ter um "pensamento em rede".
Sem os desdobramentos da casa da Celina, tudo não seria pois não teríamos nos tornado um grupo. Não saberíamos o nome de ninguém, continuaríamos a ser um apenas um aglomerado de idéias.
Na verdade, sem desdobrar, até a última aula, não deixaríamos de nos suicidar por saber que esta é uma carta que temos na manga, para qualquer hora, e sabendo disso, conseguimos adiar " ad eternum" esta resolução.
Enfim, sabendo tudo e não conhecendo nada, seguimos desdobrando...

quarta-feira, 1 de setembro de 2010

Dan Gilbert pergunta: Por que somos felizes?

Gostaria de compartilhar com vocês esta vídeopalestra que me pareceu bem interessante. Nela o psicólogo da Universidade de Harvard Dan Gilbert explica como podemos ser felizes mesmo quando não alcançamos o resultado desejado.

Convido a Turma da tarde a opinar se concordam ou não com a visão de Dan Gilbert a respeito da Felicidade.




Para ver com legendas clique em "view subtitles" e escolha o idioma.

TED é uma organização sem fins lucrativos que promove eventos para divulgar ideias inovadoras. Saiba mais aqui: http://www.ted.com/pages/view/id/5

Desfrutem!
Marcia

sexta-feira, 18 de junho de 2010

PALAVRAS

Acordei com palavras atrás de mim
Uma estranha sensação
Elas tinha cores, odores
Não entendi bem.
Fingi que não as via
Pretensão minha
Elas é que me ignoravam
Algum castigo?
Teria eu abusado delas?
Seriam as palavras mesquinhas como o homem?
Recorri ao poema
" Receita prá lavar palavra suja ", de Viviane Mosé
Fui me banhar
Consegui,então me relaxar.
Para minha surpresa
Algumas palavras molhadas
Deslizavam sobre meu corpo
Elas sorriam, notando minha presença.
Lembrei, então de um ensinamento budista
Eu estava,agora, com as palavras corretas.

quarta-feira, 9 de junho de 2010

Parou?

Parou porque Sandra?
Bjs
Thereza

Parou?

terça-feira, 8 de junho de 2010

Viviane no SESC

A Viviane atriz deixou seus alunos estupefatos,pois eles queriam mais. Desejavam a Viviane aula,cheia de conceitos filosóficos e interpretações da vida.
A Vivi aula nos moliliza, nos faz pensar, talvez pense por nós.
A atriz queria surpreender,calar,interromper,estranhar.
Isso ela conseguiu,fez com que comentássemos e achássemos mesmo que não tínhamos compreendido nada. Não havia ali a verdade absoluta de Sócrates, tudo não passava de um caminho...
Comentei isso tudo com ela e ela respondeu que quer,espero que só no teatro, se distanciar dos filósofos.
Mas, por favor, na aula não. Logo agora que encontrei meu nicho onde desejo ficar com "mais Platão e menos Prosac"? Onde não preciso falar para ser compreendido? Onde tenho aquele "plus" que nenhuma terapia dá.
Mas, falando francamente, meu marido e os amigos que levei, que não conheciam a aula,adoraram. Acharam mesmo que minhas lamúrias, eram coisas de tiete...

segunda-feira, 31 de maio de 2010

100% Improviso

Caríssimos apenas,

A coragem e a ousadia da nossa querida profesora Viviane Mosé, neste fim de semana na apresentação do projeto do SESC/100% Improviso, me deixou profundamente gratificado, pois me permitiu constatar a importância da atitude na improvização perante à vida.
Parabéns a todos que tiveram esta oportunidade. Até o próximo papo.

domingo, 2 de maio de 2010

A Turma da Tarde

Depois de anos, encontrei uma colega de faculdade no aeroporto e entre partidas e chegadas, tentamos em minutos, descrever nossas vidas.  Contei detalhes e porquês da minha ultima atividade e acrescentei: Também faço filosofia na Turma da Tarde.
 Iniciei o curso num auditório na Rua Lopes Quintas, meses depois que o bebê David nasceu.  Começamos com os pré-socráticos. Logo depois, Nietzsche invadiu nossas cabeças.  Engatinhamos na filosofia e juntos acompanhamos as primeiras conquistas de David contadas por sua mãe, nossa professora.
Uma vez por semana batíamos o ponto no Jardim Botânico para ouvir, pensar e ver diferente. A Turma era grande e o pessoal das primeiras fileiras guardava lugar para os protegidos, empurrando o pessoal “psi” para o final do auditório escuro.
As palavras de Nietzsche em Genealogia da Moral e Zaratustra pareciam grudar, como moscas na feira, nas paredes escuras da platéia.
Meses depois, David começou a dar seus primeiros passos, descobrindo a vida, equilibrando-se, desengonçado, de bracinhos abertos. Nós, a Turma da Tarde, descobrindo um novo caminho, andamos. Mudamos para algumas quadras adiante. De braços fechados, numa sala apertada, tentamos nos equilibrar entre cadeiras encachadas. Passo a passo começamos conquistar algumas idéias filosóficas. Uma nova maneira de ver e pensar a vida. 

Assim como o menino, a Turma da Tarde  ficava  alerta e merecia mais espaço. Mudamos, outra vez. Lá fomos nós para uma cobertura repleta da beleza do Rio. Que vista!!! Agora as palavras de Borges, Clarice, Foucault plainavam sobre as palmeiras do Jardim Botânico, sobre o prado do Joquei, nas águas da Lagoa. Entre Dionísios e Apolíneos a turma da Tarde também tinha sua divisão. A turma do lado de lá da sala e a turma do lado de cá .  No entanto, as fisionomias tornavam-se cada vez mais conhecidas, como as festinhas de aniversário que David  freqüentava.

E a vida girando, a filosofia colando, o menino crescendo e a Turma da Tarde mudando. Mais uma vez, duas vezes, até que estacionamos na casa do Horto. 
Ah! os paralepípedos, as chuvas, o mosquito da dengue. Ah!...O elevador da casa do Horto!.... Amadurecida, Turma da Tarde já não tinha lá nem cá.  Espalhava-se entre sofá e poltronas. As disputas eram pelo pedaço do bolo quente, pelo puff para um melhor conforto dos joelhos, enquanto David  saltitava entre os tres andares.
A casa do Horto viu a Turma da Tarde adentrar em outras filosofias. Ouviu o tilintar das moedinhas do I Ching, testemunhou Nietzsche virar gadget tecnológico.  Como pudemos viver tantos anos sem? Passamos a carregá-lo nas nossas bolsas.
 E David, menino, indo e vindo e a Turma da Tarde mudando.

Fomos para o apartamento alto, entre  mar e montanhas, entre shoppings, cafés, cinemas, apitos e barulhos do transito do Leblon. A Turma, já forte com Nietzsche ao lado,  faceira, cheia de ginga, equilibrando-se, nos movimentos do dia a dia, assim como a capoeira do David.  
A Turma da Tarde não tinha exclusividade porque a noite era a vez,  de empresários, artistas. Os  importantes. A tarde, a turma é  apenas especial, sensível, aposentada, vivida, bonita, sarada, viajada. O Pensador de Rodin, o céu dos Andes, a muralha da China, os jardins de Harvard, as cores da Índia, são saboreados de uma maneira única.  A Turma da Tarde sabe viajar, sabe ver além.
 No Leblon, ficou ainda mais forte, madura suficiente para mostrar suas fraquezas, amores, desamores e talentos. E que turma talentosa!!!...

Neste momento, minha partida  anunciada, malas e viajantes misturados, minha amiga ofegante e cheia de ansiedade,  interrompe. Numa fervura de palavras, quase gritando para ser ouvida, pergunta: 

ONDE POSSO ENCONTAR A TURMA DA TARDE?

Angela E.